De quem é a culpa da tragédia em Mariana?

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Aconteceu esta semana um dos maiores acidentes naturais da história, ocorrido aqui no Brasil a queda de barragem em Mariana, no Estado de Minas Gerais, matou várias pessoas, deixou muitas desaparecidas, desabrigou milhares e colocou toda uma região, que vai de Minas Gerais até o Espírito Santo, em situação de calamidade pública, contaminando o maior Rio da região, O Rio Doce.

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E agora, a pergunta que não quer calar, afinal quem vai pagar a morte do Rio doce?

Todos os dias, presenciamos a natureza morrer, bem aos poucos… Uma árvore cortada, um animal caçado, entre tantas outras coisas “consideradas pequenas” , mas que em sua soma totaliza-se uma grande catástrofe.

Há sete dias atrás, vimos um rio e seu bioma sucumbir de forma aterradora à 62 milhões de metros cúbicos de dejetos de minérios composto de uma alta concentração de partículas de metais pesados como chumbo, alumínio, ferro, bário, cobre, boro e mercúrio. Que acarretou em uma morte silenciosa, levando a vida de pessoas e da única fonte de vida e trabalho de toda a região da cidade de Mariana e adjacências, no Estado de Minas Gerais.

A partir desta conclusão, podemos considerar “reviver” toda uma historia esculpida pela evolução da natureza durante séculos e milhares de anos.

A vida foi resumida à uma multa? Foi sim, mas ninguém pode esquecer que nem todo este dinheiro poderá recuperar esse ecossistema danificado… Lembremos, a natureza uma vez destruída a sua recuperação é comparada a um paciente que tem pequenas chances de viver.

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Um dia o Rio Doce vai acordar e seu bioma vai reaparecer? Ah, são tantas perguntas a serem feitas e tão poucas respostas a serem encontradas.

Até quando a natureza sofrerá a ganância do homem? Pois, somos os principais responsáveis por tamanha crise ecológica, humanitária.

Não adianta chorar a perda de um ambiente que enchia os olhos dos residentes, não podemos simplesmente fechar os olhos. Estamos falando que precisamos da natureza para viver. A tecnologia pode nos oferecer muita coisa, mas a nossa fonte de vida e de visão esplendorosa, jamais.

Não se destrói a natureza e se paga com dinheiro, não é assim. A mão do homem não pesa, mas da natureza sim. Ela é escassa, jamais infinita. Não podemos reconsiderar e perdoar tão facilmente. E daqui há alguns (poucos) dias, todos se esquecerão de Mariana, de Bento Valadares, de Minas Gerais, do Rio Doce.

Acidentes ambientais são incalculáveis, é preciso mais ação e anos de tentativas, não estamos falando de alagamento e sim de lama tóxica, é mais difícil do que pensamos. Mas, apesar de tudo, devemos considerar algum aprendizado disso, talvez, quem sabe o homem se conscientiza e para de viver por dinheiro e preserva o pouco (se comparado ao tanto que já fora destruído) de natureza que ainda há no mundo.

Ninguém pagará o acidente, nem mesmo o dinheiro, apenas sofreremos as conseqüências. Somos os responsáveis direta e indiretamente. Deste assassinato negligenciado aos olhos de alguns e sofrido por todos.

Portanto, não tentem arrumar a justificativa para o injustificável. Tudo aconteceu, o acidente ocorreu e agora vamos pagar à natureza a mesma coisa que pagamos para os demais rios e florestas do Brasil e mundo à fora. Um belo “sinto muito, mas não tenho culpa” e em seguida, jogar a responsabilidade no outro, pois, assim fica muito mais fácil de amenizar a própria culpa diante do insustentável.

Deixamos aqui nossa consternação ao ocorrido e nossos sentimentos às vítimas dessa catástrofe ocorrido em Mariana e mais cidades atingidas.

Vamos fazer nossa parte enquanto ainda há tempo!

“É preciso fazer o bem no limite de suas forças, porque cada um responderá por todo o mal que resulte do bem que não tiver feito.”

Compartilhe esse texto com seus amigos, pois muita coisa não está sendo amplamente divulgada pela mídia.

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