Família anaparental: o que forma uma família é o amor.

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Você sabe a diferença entre um lar e uma casa? Você tem um lar, uma casa ou os dois?

Casa é a estrutura física onde as pessoas possam residir, fazendo ali sua moradia. Lar é a construção de valores e princípios que existe dentro daquela construção, unindo as pessoas que ali coabitam através de vínculos afetivos.

Quando é afirmado que as pessoas são unidas através de vínculos afetivos e não de laços sanguíneos, percebe-se que o ponto principal que une uma família é o amor e partindo desse princípio desfazemos vários conceitos e preconceitos (este no sentido de pré conceitos) existentes, pois em informativo não muito recente o Superior Tribunal Federal já veio admitindo como legítima a família anaparental.

Ao falar de família anaparental, falo da família que é construída sem vínculos sanguíneos e que foi construída com o mesmo (ou talvez até mais) amor que uma família considerada normal.

Para entender melhor, vamos conceituar os tipos de família:

* Família natural é aquela “formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes”, conforme define o Artigo 25 da Lei 8.069/90.

* Família extensa, também chamada de família ampliada, é “aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade”, conforme prevê o parágrafo único do Artigo 25 da Lei 8.069/90.

* Família recomposta, também conhecida como família mosaico ou família ensamblada, é quando uma pessoa leva os seus filhos para conviverem com os filhos de sua nova relação, filhos estes fruto de um relacionamento anterior.

* Família da mutiparentalidade é aquela onde o filho tem mais de um pai ou mais de uma mãe.

* Família anaparental é aquela composta por pessoas que não guardem vínculo parental estrito ou consanguíneo.

A família anaparental pode ser formada pelo irmão mais velho que com o falecimento dos pais assume a guarda e passa a cuidar dos irmãos menores, pelo madrinha que com o falecimento da mãe assume a criação da criança agora órfão, pela avó que diante da necessidade da mãe trabalhar e não ter como ficar com a criança toma para si a guarda dos netos, da pessoa que adota uma criança… esses são exemplos claros e objetivos de famílias construídas com base no amor.

Lembrando que aquele que tem a obrigação e o faz com amor é digno de respeito, mas aquele que não tem a obrigação mas mesmo assim a toma para si e desempenha este papel, esse sim é louvável.

 

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