Ficha catalográfica

A Lei Federal nº 10.753/2003, conhecido como a Lei do Livro, que institui a Política Nacional do Livro, define que:

“Art. 6º Na editoração do livro, é obrigatória a adoção do Número Internacional Padronizado, bem como a ficha de catalogação para publicação.”

Após esta imposição legal que obriga todas as publicações a possuir ficha catalográfica, as obras literárias passaram a ter esta obrigatoriedade.

Ficha catalográfica é um bloco de texto onde são colocadas as informações bibliográficas necessárias para identificar e localizar um livro ou outro documento no acervo de uma biblioteca, contendo uma descrição bibliográfica da obra, um ponto de acesso à obra e um número de chamada.

Importante mencionar que a ficha catalográfica deve ser elaborada por um bibliotecário graduado e com registro profissional ativo no Conselho de Biblioteconomia, de acordo com o que é previsto no Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2), que é o manual que regulamenta todas as regras para a correta catalogação de um material bibliográfico.

A descrição bibliográfica deve conter informações sobre a obra que a ficha representa, com o intuito de propiciar a individualização do material bibliográfico da obra, de forma que esta descrição torne a obra única entre os demais materiais que compõem um acervo.

A descrição bibliográfica deve possuir um padrão comum a qualquer tipo de material, contendo: título e indicação de responsabilidade; edição; detalhes específicos do material ou do tipo de publicação, publicação, distribuição, etc, descrição física; série, notas; e o número normalizado.

O ponto de acesso, também chamado de entrada, consiste em um nome, termo ou código através do qual um registro bibliográfico possa ser identificado e encontrado.

O ponto de acesso pode ser representado por algo que simbolize o autor da obra, o assunto abordado na obra, o título da obra, o título de partes da obra ou o título da coleção ou série da qual a obra faz parte.

Alguns livros podem possuir mais de um ponto de acesso, podendo ter o ponto de acesso principal e pontos de acesso secundários. Nestes casos deve ser produzida uma cópia da ficha catalográfica para cada tipo de ponto de acesso.

O número de chamada é um código que permite – e facilita – localizar o documento de forma única no acervo de uma biblioteca ou de uma rede de bibliotecas. Este código, geralmente, é formado por caracteres alfa-numéricos, ou seja, caracteres contendo letras e números.

Antigamente, todas as fichas catalográficas ficavam em arquivos metálicos armazenados em locais próprios para isto.

Por isso, a ficha catalográfica devia ser feita em papel resistente, ou seja, em um papel de gramatura mais espessa, com medidas padronizadas internacionalmente que devem possuir 7,5 cm de altura por 12,5 cm de largura.

Esta ficha catalográfica deve possuir um orifício no centro da margem inferior, pois é através deste orifício que a ficha catalográfica será presa na gaveta do fichário quando for arquivada.

As margens da ficha catalográfica também são padronizadas, isto é feito com o intuito de facilitar a identificação dos dados sendo, assim a primeira margem deve ter início no 11º espaço, enquanto a segunda margem deve ter início no 13º espaço e a terceira deve ter início no 15º espaço.

Atualmente as fichas catalográficas podem ser armazenadas em computadores, o que não impedem que continuem sendo armazenadas também em arquivos manuais.

Autor: machadoprik

Dizem que o nosso destino não está dentro de nós, que não escolhemos nossa sina. Mas a verdade é que nós temos que ser valente o bastante para escolhê-lo.

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